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Desenrola 2.0: veja perguntas e respostas sobre o novo programa que promete descontos de até 90% das dívidas

Publicado em 04/05/2026 21:50

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Do g1 - O governo federal anunciou nesta segunda-feira (4) o Novo Desenrola Brasil, em uma tentativa de reduzir o nível de endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. 

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A proposta combina renegociação de dívidas com a oferta de crédito mais barato, mirando principalmente pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.

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A expectativa da equipe econômica é que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados, incluindo dívidas antigas e recentes.

Quem pode participar?

Poderão participar do Desenrola Famílias todos os brasileiros endividados e com renda máxima de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).

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Além disso, estudantes que tenham dívidas em atraso há mais de 90 dias também poderão renegociar débitos por meio do Desenrola Fies.

Micro e pequenas empresas e agricultores familiares também terão acesso ao novo programa.

 O que é o Desenrola Famílias? 

Essa é a principal frente do programa, voltada a pessoas físicas com dívidas em atraso.

Podem aderir brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) que tenham dívidas atrasadas.

 

 Quais dívidas entram na renegociação? 

O programa abrange dívidas: 

  • Contratadas até 31 de janeiro de 2026;
  • Com atraso entre 90 dias e dois anos;
  • Relacionadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

Quais são as condições oferecidas? 

O programa prevê uma combinação de descontos, prazos alongados e juros limitados para facilitar a renegociação de dívidas. Na prática, a proposta tenta equilibrar duas frentes: reduzir o valor devido e tornar o pagamento possível dentro da renda do consumidor.

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As principais condições são: 

  • Descontos entre 30% e 90% sobre o valor da dívida;
  • Parcelamento em até 48 meses;
  • Prazo de até 35 dias para começar a pagar;
  • A nova dívida renegociada não pode ultrapassar R$ 15 mil por CPF, por instituição financeira, já considerando os descontos aplicados;
  • Juros de até 1,99% ao mês. 

E por falar nos juros, a taxa oferecida pelo programa exige uma análise mais cuidadosa dos consumidores, já que é ela que determina quanto a dívida custará ao longo do tempo.

Onde o consumidor deve buscar o programa? 

A adesão deve ser feita diretamente pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências. O governo não centraliza a contratação nem atua como intermediador do processo.

Embora a medida já esteja em vigor, o início efetivo das renegociações depende da adesão de cada banco ao programa. Isso significa que a oferta pode não estar disponível de forma imediata para todos os clientes.


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