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Senador do RN
Quem quer ganhar sem trabalhar é ele, diz presidente da Associação dos Oficiais da PM após declarações de Styvenson

Publicado em 07/04/2026 15:57 - Atualizado em 07/04/2026 15:57

Foto/Reproducao

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Do Portal da Tropical - "Ele recebe o equivalente à metade do salário de capitão. Mas ele entrou na Justiça para receber o salário integral. A Justiça não concedeu. Aí fica provado que quem quer ganhar sem trabalhar é ele. Ele queria ganhar o equivalente a 30 anos de serviços prestados, quando prestou apenas 15 anos de serviço". A declaração é do coronel Moreira, presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar, em resposta ao que foi dito pelo senador Styvenson Valentim, na semana passada, durante um evento político em Parelhas, no interior do Rio Grande do Norte.

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Na ocasião, o parlamentar afirmou que os coronéis da PM não "fazem nada" e que "ganham dinheiro fácil". A fala gerou revolta entre os p0liciais militares. Em entrevista à TV Tropical, o coronel Moreira pontuou também que as declarações não atingem apenas a instituição, mas também os profissionais que dedicaram suas vidas à corporação. Segundo ele, há um sentimento de desrespeito à história e aos antecessores da PM.

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"Ele desrespeita uma instituição de 200 anos, desrespeita todo mundo que, no passado, fez a P0lícia Militar para que ele pudesse ingressar nela, fazer uma carreira e através dela chegar ao Senado, porque foi a P0lícia Militar que o projetou. Ele desconsidera toda a gestão atual da P0lícia Militar", acrescenta Moreira.

O tenente-coronel Robson Teixeira, comandante do 5º BPM - responsável pelo p0liciamento na zona Sul de Natal -, reforçou o posicionamento e destacou que o caso já está sendo analisado juridicamente. A entidade informou que prepara uma ação contra o senador que ainda não se retratou.

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Outro ponto levantado pelos oficiais diz respeito à trajetória do parlamentar dentro da corporação. Styvenson integrou a turma de oficiais por cerca de 15 anos na PM do Rio Grande do Norte. O senador foi da mesma turma que o tenente-coronel.

"Fizemos parte da turma dele e sempre constatamos esse grau de egocentrismo, de narcisismo peculiar ao senador. No intuito de se enaltercer, ele ffere morttalmente uma instituição que trabalha dia e noite em defesa da sociedade. Eu comando o 5º BPM e adoecemos física e mentalmente em defesa da sociedade. É uma afronta para todos que fazem a P0lícia Militar", avalia Teixeira.

A associação também relembrou episódios anteriores envolvendo o senador, quando ainda era tenente, em que teria feito críticas a profissionais da própria instituição, como integrantes da operação Lei Seca. Mas o posicionamento vai além.

"Eu fazia parte da comissão de formatura e o senador não cumpriu suas obrigações com seus pares. Então, esses colegas que ele intitulam que ganham dinheiro sem fazer nada, pagaram sua festa de formatura para levar os seus familiares. Então, ele não arcou com as obrigações com os seus colegas de turma", completa Teixeira.

O caso agora deve avançar para a esfera judicial, enquanto a repercussão segue gerando debates sobre respeito institucional, liberdade de expressão e a relação entre agentes públicos e suas corporações de origem.

Após a declaração de Styvenson, a Po0lícia Militar já havia se posicionado em repúdio. "Causa estranheza e indignação que tais palavras, que tentam desqualificar o trabalho de oficiais de alta patente, partam de um membro da reserva da nossa própria corporação", afirmou em nota.

O documento oficial da PMRN ainda destacou que "o parlamentar ignora a realidade de dedicação extrema, o risco de vida inerente à profissão e a alta complexidade técnica que envolve a segurança pública contemporânea".

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