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Foto/Reproducao
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Do Agora RN - O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quinta-feira 10 a operação Resposta Certa, que investiga suspeitas de fraudde no concurso público da Câmara Municipal de João Câmara.
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O caso envolve um ex-dirigente da Câmara, candidatos aprovados com vínculos familiares ou políticos com ele e a empresa organizadora do certame, sediada em Timbaúba, Pernambuco.
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A investigação teve início a partir de uma dennúncia encaminhada à Ouvidoria do MPRN, que apontava irregularidades nos resultados do concurso.
De acordo com o órgão, foi identificado um “padrão atípico” de aprovações, com presença de candidatos ligados por parentesco ou vínculo funcional com o então gestor da Câmara. Entre eles estão a filha e o genro do ex-dirigente, além de pessoas que ocupavam cargos comissionados na Prefeitura ou na própria Câmara Municipal à época da seleção.
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O MPRN apura os crimmes de fraudde em concurso público, advocacia administrativa e falsidade ideológica. Segundo o Ministério Público, há indícios de acesso antecipado ao conteúdo das provas ou dos gabaritos e também de manipulação de resultados com atribuição de notas falsas.
Ainda segundo a apuração, o ex-dirigente da Câmara prestou declaração oficial afirmando não ter parentesco com os candidatos aprovados, o que pode configurar falsidade idedológica.
A pedido do MPRN, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar contra oito alvos. As buscas ocorreram nos endereços do ex-gestor e dos candidatos investigados, em João Câmara, e na sede da empresa organizadora do concurso, em Pernambuco.
Foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e mídias digitais. A Justiça autorizou a extração de dados dos dispositivos, mesmo que estejam protegidos por senha.
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A operação contou com o apoio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e das Polícias Militares do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Participaram da ação sete promotores de Justiça do MPRN, um promotor do MPPE, 28 servidores do MPRN, quatro do MPPE, 28 p0oliciais militares potiguares e oito pernambucanos.
O processo tramita em segredo de Justiça.




