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Foto: reprodução/TV Tropical
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Uma mulher entrou em trabalho de parto e deu à luz um menino, no meio da rua, em Genipabú, município de Extremoz. Adélia Medeiros é garçonete e passava pelo local quando presenciou a cena. Ela disse que chegou a pedir ajuda aos funcionários da Unidade Básica de Saúde de Genipabú, mas enfermeiros se negaram a atender a mulher e explicaram que a unidade de saúde não tinha estrutura para fazer partos.
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“Falaram que não iriam atender ela porque ela tinha problemas mentais e não sabiam se ela tinha algum tipo de doença como HI,V ou A,IDS mesmo elas sabendo que essa doença não se transmite dessa forma”, disse Adélia.
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Bastante emocionada, a comerciante Ana Santos fala como auxiliou no parto da mulher, identificada apenas como Thais. “Se eu não chego a tempo ela tinha matado o bebê, porque ela estava virada de lado e com as pernas encolhidas. Eu nunca fiz um parto na vida, mas quando virei ela a bolsa já tinha estourado e só deu tempo tirar o macacão que ela vestia”, explicou Ana.
Após o parto, mãe e bebê foram atendidos por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhados para uma unidade de saúde.
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Por meio de nota, a Secretaria de Saúde de Extremoz infomrou que na última terça-feira (29) uma pessoa buscou a UBS de Genipabu para informar sobre uma paciente, moradora de rua e grávida, que estava em trabalho de parto, a alguns metros da unidade, em um restaurante desativado.
Disse ainda que uma equipe de enfermagem foi até o local e verificou o estágio avançado da situação, estando a mulher já na fase expulsiva do parto. Sem a possibilidade de locomoção até a unidade ou qualquer outro local naquele momento, a enfermeira chamou a ambulância imediatamente e auxiliou no nascimento da criança, que aconteceu logo em seguida, e ficou com a paciente e o bebê até o veículo chegar e levar ambos para o hospital.
Ainda de acordo com a secretaria, as unidades básicas de fato não são ambientes equipados para partos, mas que a equipe agiu de forma proativa diante do contexto de pouco tempo e opções que haviam, para garantir da melhor forma possível a saúde e segurança da mãe e da criança. Ressalta também que a mulher não havia procurado a UBS anteriormente para fazer o pré natal, nem nenhum outro tipo de acompanhamento e que a mulher também não possui endereço fixo, ou familiares na comunidade ou na cidade.
Portal da Tropical
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